O que são as doenças transmitidas por alimentos

12/fevereiro
Anvisa, Segurança Alimentar

Existem diversos sintomas associados, como febre e vômitos. Cabe aos órgãos de vigilância detectar a origem de contaminações alimentares.

 

 

Além de causarem mortes e riscos à saúde, as DTAs são também um problema de saúde pública, que envolve despesas com remédios, internações e tratamentos.

 

Portanto, erradicar o problema é algo benéfico a toda a sociedade.

 

 

O que pode causar Doenças Transmitidas por Alimentos

Toxinas e agentes biológicos

 

A toxina surge da atividade metabólica de organismos como bactérias, fungos, vermes, protozoários e insetos.

 

As causas do aparecimento de toxinas nos alimentos estão relacionadas a diversos fatores. Por exemplo, temperatura imprópria de conservação do alimento ou falta de procedimentos de higiene.

 

Algumas das toxinas conhecidas por trazerem doenças aos seres humanos são as que provocam botulismo, difteria e disenteria.

 

Para esclarecer, todas as toxinas são nocivas, principalmente quando em contato com seres humanos e animais.

 

Quando há grande proliferação de micro-organismos em algum alimento, elas estarão presentes como resultado. Portanto, poderão causar Doenças Transmitidas por Alimentos.

 

As bactérias são as que mais costumam causar intoxicações alimentares. Como exemplo, podemos citar: Listeria monocytogenes, Salmonella sp, Campylobacter sp, E. coli e Clostridium prefringes.

 

Outros agentes biológicos que causam doenças alimentares são os parasitas Taenia saginata e Toxoplasma gondii. Eles são responsáveis, respectivamente, pela teníase e pela toxoplasmose.

Substâncias químicas

 

Entre as substâncias químicas que causam intoxicação se encontram os agrotóxicos. No caso de intoxicação aguda, a gravidade dependerá de quanto veneno foi absorvido.

 

Alguns dos sintomas são náuseas, vômitos, diarreia, taquicardia, tremores, insuficiência respiratória e até perda de consciência.

 

Esses casos ocorrem em geral com pessoas que manipulam diretamente o agrotóxico e se contaminam.

 

Mas e quanto à ingestão de alimentos? Nesse caso, as consequências são mais a médio e longo prazo. Diversos estudos apontam os efeitos nocivos à saúde devido ao excesso de agrotóxico nos alimentos.

 

Algumas dessas doenças afetam os sistemas imunológico, hepático, reprodutor, neurológico e podem causar tumores e câncer.

 

Crianças e idosos são mais sensíveis ao excesso de agrotóxico e às Doenças Transmitidas por Alimentos.

 

Para eliminar esse excesso de agrotóxicos, recomenda-se lavar os alimentos com bicarbonato de sódio e água sanitária.

 

Como alternativa, os orgânicos se mostram mais seguros, mas nem sempre são economicamente acessíveis.

 

Mas, de toda forma, existem normas que estabelecem a quantidade permitida de agrotóxicos.

 

 

Sintomas relacionados às Doenças Transmitidas por Alimentos

 

Os principais sintomas das DTAs são relacionados ao sistema digestivo. Eles abrangem diarreia, vômito, febres, falta de apetite e tonturas.

 

Porém, há micro-organismos que atingem outras áreas do organismo além dos órgãos digestivos. Por exemplo, podem atingir os rins e o sistema nervoso.

 

Enquanto alguns agentes nocivos se incubam em questão de horas, outros podem demorar meses e os sintomas podem se diferenciar.

 

 

Como se precaver da contaminação por Doenças Transmitidas por Alimentos?

 

Existem diversas normas e regulamentos voltadas ao setor alimentício para prevenir problemas de saúde por contaminação aos consumidores.

 

Para isso, é necessário monitoramento e controle de processos para evitar Doenças Transmitidas por Alimentos.

 

A contaminação dos alimentos pode acontecer em qualquer etapa da produção.

 

Ou seja, do plantio à entrega do produto para consumo. E, ainda, nos cuidados de criação dos animais até o abate e o transporte da carne.

 

Em todas as etapas, existe o risco de existência prejudicial de micro-organismos se os cuidados não estiverem de acordo com os padrões de segurança dos alimentos. Portanto,

o controle deve estar presente em toda a cadeia produtiva.

 

A regra básica é sempre quanto aos procedimentos de higiene. Eles costumam ser bem detalhados, por exemplo, por normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Nos estabelecimentos comerciais, em especial, é preciso que haja o devido cuidado com as instalações, utensílios e equipamentos utilizados, armazenamento e transporte.

 

Além disso, existem processos de conservação, pasteurização, refrigeração e os relacionados à data de validade dos alimentos.

 

Em resumo, deve-se seguir o Manual de Boas Práticas e os POPs para evitar problemas com órgãos fiscalizadores e para garantir o consumo seguro da população.

 

Além disso, a RDC 12 da Anvisa estipula os padrões microbiológicos para alimentos.

 

Na avaliação das amostras analisadas em laboratório, existem limites de tolerância para diferentes grupos de alimentos e seus respectivos micro-organismos.

 

 

Como é a fiscalização de alimentos que são fontes de DTAs?

 

Quando acontecem duas ou mais situações de uma doença alimentar, já pode haver atuação dos agentes de vigilância para investigar o caso.

 

Então, as autoridades verificam que alimentos são suspeitos, os sintomas apresentados, entre outros fatores para descobrir se é um caso de Doenças Transmitidas por Alimentos.

 

Ao detectar a empresa responsável, o estabelecimento sofrerá intervenções dos órgãos fiscalizadores. Isso envolve a retirada dos alimentos contaminados.

 

E os estabelecimentos que descumprem as leis sanitárias são sujeitos a multas e penalidades.

 

Ainda, os consumidores contaminados podem conseguir indenização na Justiça devido à enfermidade decorrente de intoxicação alimentar.

 

Esperamos que as informações tenham sido úteis!

 

 

Para que o seu estabelecimento esteja em conformidade com as normas da Anvisa, entre em contato com a Controlare!

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